Professor Calbertodias

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

O ACIDENTE DO PEDREIRO PORTUGUÊS

A seguinte história circula há muitos anos, sendo a fonte atribuída ao Jornal do Brasil.

Trata-se do relato de um inacreditável acidente de trabalho, feito pelo próprio acidentado, um pedreiro lusitano à companhia seguradora, contante de documento supostamente incluído num processo judicial que foi julgado pelo Tribunal Judicial da Comarca de Cascais, em Portugal:
Exmos. Senhores,
Em resposta ao seu gentil pedido de informações adicionais, esclareço:
No quesito nº 3 da comunicação do sinistro mencionei: “tentando fazer o trabalho sozinho” como causa do meu acidente.
Em vossa carta V. Sas. me pedem uma explicação mais pormenorizada, pelo que espero sejam suficientes os seguintes detalhes:
Sou assentador de tijolos e no dia do acidente estava a trabalhar sozinho num telhado de um prédio de 6 (seis) andares.
Ao terminar meu trabalho, verifiquei que havia sobrado 250 kg de tijolos.
Em vez de os levar a mão para baixo (o que seria uma asneira), decidi, num acesso de inteligência, colocá-los dentro de um barril, e, com ajuda de uma roldana, a qual felizmente estava fixada em um dos lados do edifício (mais precisamente no sexto andar), descê-lo até o térreo.
Desci até o térreo, amarrei o barril com uma corda e subi para o sexto andar, de onde puxei o dito cujo para cima, colocando os tijolos no seu interior. Retornei em seguida para o térreo, desatei a corda e segurei-a com força para que os tijolos (250kg) descessem lentamente (denotar que no quesito 11 informei que meu peso oscila em torno de 80kg).
Surpreendentemente, senti-me violentamente alçado do chão e, perdendo minha característica presença de espírito, esqueci-me de largar a corda.
Acho desnecessário dizer que fui içado do chão a grande velocidade. Nas proximidades do terceiro andar dei de cara com o barril que vinha a descer.
Ficam, pois, explicadas as fraturas do crânio e das clavículas.
Continuei a subir a uma velocidade um pouco menor, somente parando quando os meus dedos ficaram entalados na roldana. Felizmente, nesse momento já recuperara a minha presença de espírito e consegui, apesar das fortes dores, agarrar a corda. Simultaneamente, no entanto, o barril com os tijolos caiu ao chão, partindo seu fundo.
Sem os tijolos, o barril pesava aproximadamente 25kg (novamente refiro-me ao meu peso indicado no quesito 11). Como podem imaginar comecei a cair vertiginosamente, agarrado à corda, sendo que, próximo ao terceiro andar, quem encontrei? Ora, pois, o barril quer vinha a subir. Ficam explicadas as fraturas dos tornozelos e as lacerações das pernas. Felizmente, com a redução da velocidade de minha descida, veio minimizar os meus sofrimentos quando caí em cima dos tijolos que estavam no chão, pois felizmente só fraturei três vértebras.
No entanto, lamento informar que ainda houve o agravamento do sinistro, pois quando me encontrava caído sobre os tijolos, incapacitado de me levantar, e vendo o barril acima de mim, perdi novamente minha decantada presença de espírito e larguei a corda. O barril, que pesava mais do que a corda, desceu e caiu em cima de mim, fraturando-me as pernas.
Espero ter fornecido as informações complementares que me haviam sido solicitadas. Outrossim, esclareço que este relatório foi escrito por minha enfermeira, pois os meus dedos, ainda guardam a forma da roldana.
Atenciosamente,
Antonio Manuel Joaquim Soares de Coimbra
Se algum leitor puder confirmar a autenticidade do caso, comente abaixo indicando mais detalhes que comprovem não se tratar de uma lenda.

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

MOTIVAÇÃO E QUALIDADE TOTAL


O tema motivação tem diversos significados. Podemos falar em motivação para estudar, trabalhar, viajar e sair de férias etc. Porém, iremos focar o trabalho dentro das organizações, nenhuma organização funciona adequadamente se os seus funcionários não forem pessoas motivadas. Mas o que leva realmente as pessoas a estarem motivadas e serem mais produtivas?
O sucesso de qualquer organização depende sem dúvida do nível de motivação dos seus funcionários.
Atualmente, boa parte das pessoas já não vêem o dinheiro como sendo o principal fator de motivação. Nesses casos, os trabalhadores já não são meros assalariados, vivendo em função do salário que chega ao fim do mês. São pessoas com sentimentos, desejos e ambições. Ninguém pode negar que luta pela estabilidade econômica e financeira, mas as pessoas também se esforçam para conseguir se realizarem profissionalmente. Mais importante que o pagamento no final do mês, é a satisfação que se pode levar para casa, ao final de cada dia, sabendo que desempenhou bem suas funções atribuídas, e que esse desempenho irá ser reconhecido.
É este prêmio que o trabalhador quer levar para casa. Idealmente, a remuneração deveria acompanhar o bom desempenho, como forma de recompensa e reconhecimento. Mas mesmo que tal não aconteça, o trabalhador tem consciência das suas capacidades e habilitações, o que faz com que não desanime, pois tem sempre a possibilidade de oferecer os seus serviços a outras organizações.
As empresas, que de alguma maneira já conseguiram descobrir o que motiva os seus funcionários, devem trabalhar no sentido de manter e incrementar a motivação , de forma a maximizar as potencialidades dos seus mais importantes recursos: as pessoas.
Portanto, como já falei no trabalho anterior (motivação e globalização) este pequeno ensaio tem com seu principal objetivo evidenciar  as principais teorias da motivação na qualidade total e estudar como elas são aplicadas no ambiente organizacional. Os administradores precisam conhecer as necessidades humanas, os objetivos dos indivíduos, para compreender e utilizarem a motivação como sendo uma ferramenta dentro das organizações, buscando fazer com que se sinta capacitado, e motivado à desempenhar suas funções. Os funcionários precisam ser vistos como pessoas que têm expectativas e desejos e não como máquinas que não precisam ser motivadas. Assim este pequeno ensaio sobre motivação vai mostrar as teorias motivacionais e como cada uma delas é usada dentro das organizações através de práticas de gestão de recursos humanos.
A motivação  e liderança são resultados de atitudes de uma administração de recursos humanos voltada para a satisfação e bem estar de seus funcionários.
Tomando por base  o reconhecimento profissional, com recompensas e benefícios oferecidos aos empregados, sejam recompensas/benefícios monetários ou não monetários.


A motivação tem sido alvo de muitas discussões. No campo clínico, quando se estudam as doenças como a depressão e o Transtorno Afetivo Bipolar (oscilação entre a depressão e a euforia). Na educação, voltada para os processos de aprendizagem. Na vida religiosa, quando se tenta compreender o que motiva alguém a ter fé numa determinada crença. E, nas organizações, buscando obter um maior rendimento dos profissionais que formam o quadro de uma corporação.
Algumas explicações relativas à motivação apresentam-se sob reflexões filosóficas, como a concentração de nossa existência no momento presente, desprendendo-se, grosso modo, das idéias passadas e do porvir, que roubam as energias, além de causar frustração mediante a sensação de baixa realização na vida.
Com base em outras proposições é possível compreender a motivação como resultado da busca pela satisfação das necessidades e desejos naturais do ser humano. Tal fato mobiliza a pessoa a agir, com determinado empenho, na busca de atingir os objetivos pessoais.
Sob outra ótica, o ser humano carrega consigo variadas potencialidades, que, em contato com o meio adequado, desencadeiam o desejo em realizar ou empreender. A motivação é acionada através desta combinação entre a predisposição e a adequação do meio em que se vive.
Deve-se, ainda, lembrar o fato de a motivação estar associada a fatores orgânicos, em cuja fisiologia, a função química determina os resultados. E, também, os aspectos de ordem psíquica e social, que podem causar efeitos motivacionais ou não. Ou ainda, o equilíbrio entre ambas as esferas.
Estudos sobre a motivação definiram algumas teorias e estabeleceram métodos para o campo da aprendizagem. O Comportamentalismo dá ênfase no controle educacional, referindo-se ao tipo de reforço que se dá para uma pessoa. Oferecer algo interessante como resposta a um comportamento adequado é capaz de motivar, mantendo inclusive, a freqüência deste mesmo comportamento.
De outro lado, há contestação sobre o Comportamentalismo, definindo-o como um método limitador, tendo em vista uma resposta comportamental que ocorre apenas mediante uma proposta de reforço. Portanto, defende-se a idéia de estimular o ser humano de forma intrínseca, ou seja, de dentro para fora. Desta forma, não se cria a limitação imposta por reforços externos.
Em breve reflexão pode-se perceber a importância de todos os pontos de vista, uma vez que a motivação deve ser espontânea. Por outro lado, o ser humano, de um modo geral, necessita de um estímulo externo para sentir-se motivado. O equilíbrio entre a motivação interna e externa deve ser a base na educação infantil e na reeducação do adulto.
Em suma, a complexidade existente na motivação, encontrada na realização do viver com maior intensidade no momento presente, a satisfação das necessidades e desejos naturais, a adequação ao meio em que se vive, as condições orgânicas, a educação e os fatores psíquicos, determina a quantidade e a qualidade em se empreender qualquer tipo de tarefa pelo ser humano.
Portanto, ao considerar a motivação, faz-se necessária uma profunda reflexão acerca de suas bases, e não são poucas, e, ainda são, em sua maioria, estruturas potentes e enraizadas.
A motivação determina o fazer, tornando-se o elemento chave para os resultados de várias propostas de vida, e, em particular, a obtenção da qualidade nos programas de excelência que muitas organizações objetivam introduzir, e, ainda mais difícil, conseguir a sua manutenção.
As técnicas de um programa de Qualidade Total são claras, e, teoricamente, são estimulantes, prometendo melhorias de várias ordens. Contudo, na prática, funcionam a partir do comprometimento das pessoas, ou seja, da motivação que deve permear o programa.
Comprometer-se com a qualidade nos processos produtivos depende do grau de motivação que está presente ao se praticar, de dentro para fora, intrinsecamente.
O que leva o ser humano a se motivar, voltando o seu foco para a busca da qualidade? De que maneira o comprometimento ocorre nas pessoas?
Se as organizações considerarem apenas a obrigação e a obediência de seus colaboradores, as técnicas e procedimentos da norma ISO 9001:2000 e seus termos internos, ainda que haja boa vontade por parte da direção, poderá ocorrer enorme dificuldade em fazer funcionar a implementação ou a manutenção de um programa de Qualidade Total. Faltará o essencial, pertinente ao recurso humano: a motivação. Ela não consegue ser acionada apenas pelo vislumbramento das possibilidades futuras, ainda que algumas ocorram em curto prazo.
Cada vez mais, percebe-se o surgimento de uma nova necessidade na vida organizacional: levar-se em conta os aspectos sutis do capital humano. O lado sutil dos colaboradores. A sua singularidade, sem perder de vista o comunitário. As suas emoções, aliadas à inteligência racional. A sua forma de aprender, em parceria com os demais de convivência. A integração que gera sinergia e motivação.
Os novos tempos demandam mudanças na gestão das pessoas. Novos conceitos como a visão holística, deve fazer parte da cultura organizacional, e não apenas como um instrumento a serviço de necessidades específicas. O ser humano precisa encontrar o seu verdadeiro espaço na dimensão profissional. Ele deve sentir a sensação de pertencimento no todo, e não uma peça que compõem a máquina. Para tanto, a liderança deve se preparar para servir, e não apenas ser servida. Os líderes e não somente chefes, localizados estrategicamente, são fundamentais neste processo. Eles atuam como facilitadores, que percebem as individualidades de seus seguidores, canalizando-as em prol da equipe, que por sua vez, dirige a sua energia partilhada para o todo da organização.
Nesta perspectiva, as pessoas percebem-se ouvidas e compreendidas, alargando o canal de comunicação, fator resultante do respeito e da motivação que se instala naturalmente neste tipo de relação humana. A forma de aprender e assimilar as mudanças, incluindo-se os programas de qualidade, torna-se parte da cultura da organização, a qual, sofre as transformações necessárias, com menor dificuldade, além de gerar possibilidades de maior êxito. Estimula-se o desenvolvimento motivacional contando com a força intrínseca e extrínseca. Percebe-se o corpo e a alma das pessoas. A sua totalidade é bem vinda na vida profissional.
Nota-se que os aspectos sutis, sendo observados e respeitados, são a base para uma nova compreensão acerca de si mesmo e sobre o todo. A qualidade de vida desenvolvida nas questões mais simples, e de baixíssimo custo financeiro podem formar a estrutura que se tornará o terreno fértil para a geração de um programa de Qualidade Total. Será, então, um processo natural, que faz parte do jeito de se sentir internamente de cada colaborador. Encontra-se a coerência: qualidade interna, motivadora da qualidade externa.
De um modo geral, expressamos externamente o que somos por dentro, na essência. Podemos até disfarçar em alguns casos. Todavia, acabamos por demonstrar o que sentimos e pensamos. Nos influenciamos pela vida interior e a representamos externamente. E, também, nos “alimentamos” do mundo externo, o qual também exerce ascendência no mundo interno.
Por todos estas razões, oferece-se ao ser humano o que o termo motivação tem de essência: motivos ou causas; determinação para a conduta de um indivíduo. Tais elementos, se considerados no todo de cada pessoa, torna-se um hábito, que servirá de modelo para todos os projetos que venham a se apresentar no cotidiano. Um paradigma mais adequado.
Motivação, ainda que complexa, é inerente ao ser humano, devendo ser cultivada por uma compreensão profunda a respeito das características naturais de existência. O seu desenvolvimento é básico para que as mudanças encontrem abrigo consciente e legítimo.
A qualidade é desejada a medida em que a motivação, decorrente dos resultados combinados em sua base, venha de dentro para fora e se harmonize com qualquer regra ou conduta externa, que servirá, apenas como orientadora para algum processo, nada mais do que isso. São a mente e o coração que determinam a vontade de realizar algo, e, não, pelo menos na essência, a norma escrita e a imposição que o fazem.
Motivar para a qualidade, portanto, está na base do ser humano, na sua essência. Naturalmente, e em combinação com objetivos comuns, é possível haver espaço para novos projetos, além de assegurar eficácia nos resultados.
A motivação para o comprometimento das pessoas a um programa de Qualidade Total encontra-se mais no fundo do que na forma. Ela é viva e não apenas palavra morta.

MOTIVAÇÃO


Introdução
Com a globalização, o aumento da competitividade entre as empresas e os custos de contratação e treinamento subindo para as alturas na maioria destas, nunca houve melhor ocasião do que agora para obter-se o melhor que os empregados podem dar. Para conseguir-se o melhor de cada funcionário, estes devem estar motivados. Essas motivações, como vêm, começam com um único princípio: compreenda o indivíduo que quer motivar. A competitividade e a lucratividade das empresas, hoje, não estão mais sendo decididas por máquinas ou pela tecnologia ou pela capacidade de produção, mas sim pelas pessoas que trabalham nas empresas. Até a teoria da qualidade total, tão em moda agora, passa pela motivação antes, pois se as pessoas não estiverem motivadas, não irão procurar melhorar sempre ou buscar o erro mínimo, etc. Portanto, a questão da motivação se tornou de suma importância para as empresas e conhecer meios de manter todos os funcionários motivados a executar seu trabalho, é conhecer meios de buscar a qualidade total e conhecer meios de prosperar e obter o sucesso e os lucros.

O QUE É MOTIVAÇÃO

Compreender a motivação humana tem sido um desafio para muitos administradores e até mesmo psicólogo. Várias pesquisas têm sido elaboradas e diversas teorias têm tentado explicar o funcionamento desta força que leva as pessoas a agirem em prol do alcance de objetivos. Analisando as enquetes a respeito do assunto percebemos que existem ainda muita confusão e desconhecimento sobre o que é e o que não é motivação. Vemos ainda que a motivação seja quase sempre relacionada com desempenho positivo.
Isabel Peixoto (Motivação nas Organizações), afirma que os fatores que levam uma pessoa a caminhar em determinada direção podem-lhe ser intrínsecos ou extrínsecos. Quando são intrínsecos, há motivação; quando são extrínsecos, há apenas movimento. É fato que muitas vezes, uma pessoa sente-se levada a fazer algo para evitar uma punição ou para conquistar uma recompensa. Entretanto, em ambos os casos, a iniciativa para a realização da tarefa não partiu da própria pessoa, mas de um terceiro, que a estimulou de alguma forma para que ela se movimentasse em direção ao objetivo pretendido. A pessoa não teria caminhado em direção ao objetivo caso não houvesse a punição ou a recompensa. As pessoas podem, também, agirem levadas por um impulso interno, por uma necessidade interior. Neste caso, existe vontade própria para alcançar o objetivo, existe motivação, que pode ser transformada em movimento permanente por meio da doutrinação. Aliás, é isso que as organizações produtivas buscam. Porém, na maioria das vezes, o que se vê é a aplicação de técnicas de estimulo ao movimento imediatista. O movimento é uma situação passageira. Só dura enquanto persistirem os estímulos que o geraram. Além disso, a eliminação dos estímulos normalmente provoca insatisfação e um comportamento indesejável.

O QUE MOTIVA AS PESSOAS

- Reconhecimento;
- Ser tratado como pessoa;
- Ser tratado de modo justo;
- Ser ouvido;
- Desafios;
- Novas oportunidades;
- Orgulho do próprio trabalho;
- Condições de trabalho adequadas:
-Sensação de ser útil;
-Ser aceito como é.

TIPOS DE MOTIVAÇÃO

De acordo com Isabel Peixoto, de um modo geral, as pessoas são levadas à ação, pelos seguintes fatores:
1. Fatores externos: Um pai diz ao filho que ele precisa tirar boas notas na escola, um garoto faz algo que sua mãe mandou um funcionário "obedece ao chefe.".
2. Pressão social: Noventa por cento das pessoas trabalha porque a sociedade espera que ela trabalhe. Muitas pessoas desejam casar porque a sociedade espera isso delas, um funcionário procura progredir na empresa porque é isso que se espera dele.
3. Fatores internos: Ocasionalmente encontramos pessoas que agem por conta própria. São pessoas auto motivadas que agem em função do que julgam bom para elas e para o bem comum.
São pessoas que agem, não por terem sido mandadas, e, nem por terem sido pressionadas pelas expectativas das pessoas que a rodeiam, mas por consciência da conveniência de atingir objetivos fixados por elas próprias e pelo desejo de desfrutar dos frutos de suas realizações.

COMO CRIAR CONDIÇÕES PARA A MOTIVAÇÃO

- Identificar as necessidades e anseios das pessoas;
- Buscar o trabalho que mais atrai a pessoa;
- Reconhecer o bom desempenho;
- Facilitar o desenvolvimento da pessoa;
- Projetar o trabalho de modo a torná-lo atraente;
- Adotar um sistema de recompensas ligado ao desempenho;
- Garantir meios para o "feedback" positivo;
-Aperfeiçoar continuamente as práticas gerenciais.

MOTIVAÇÃO NAS EMPRESAS

A motivação nas empresas tem sido alvo de diversos estudos. O que é que leva realmente as pessoas a estarem motivadas e mais produtivas? A grande parte dos gestores tenta encontrar resposta para esta questão. Só depois de se conhecerem as fontes de motivação dos trabalhadores é que se podem esperar ganhos adicionais, efetuando, ao mesmo tempo, uma eficaz gestão de recursos humanos. O sucesso de qualquer organização passa sem dúvida pelo nível de motivação dos seus colaboradores. Afinal, o que é que leva os trabalhadores a continuarem ligados à empresa, seguindo as regras e convicções da mesma?
Atualmente, o dinheiro já não é o principal fator de motivação. Os trabalhadores já não são meros assalariados, vivendo em função do salário que chega ao fim do mês. Os trabalhadores são pessoas com sentimentos, desejos e ambições. Ninguém pode negar que luta por uma estabilidade econômica e financeira, mas as pessoas também se esforçam para conseguir realizarem-se profissionalmente. Mais importante que o pagamento no final do mês, é a satisfação que se pode levar para casa, ao final de cada dia, sabendo que se desempenharam bem as funções que estavam atribuídas, e que esse desempenho irá ser reconhecido.
É este o melhor prêmio que o trabalhador pode levar para casa. Idealmente, a remuneração deveria acompanhar o bom desempenho, como forma de recompensa e reconhecimento. Mas mesmo que tal não aconteça, o trabalhador tem consciência das suas capacidades e habilitações, o que faz com que não desanime, pois tem sempre a possibilidade de oferecer os seus serviços a outras organizações que se disponha a valorizar as suas capacidades. As empresas que de alguma maneira já conseguiram descobrir a origem da motivação dos seus colaboradores, devem trabalhar no sentido de mantê-la e incrementar, de forma a maximizar as potencialidades dos seus mais importantes recursos: as pessoas. Um bom gestor é aquele que consegue gerir as aptidões e competências que se movem na empresa, mantendo interditamente a motivação. Se o gestor adaptar os seus métodos de gestão às capacidades e talentos revelados pelos seus colaboradores, haverá uma resposta muito mais positiva por parte dos mesmos. Convém não esquecer que trabalhadores motivados e reconhecidos, aumentam o nível de qualidade e quantidade de desempenho, e consequentemente, aumenta a produção.

OS DOIS CAMINHOS DA MOTIVAÇÃO: A AJUDA DA EMPRESA E DA PESSOA

Existem duas formas de se ver a motivação, uma é pelo ponto de vista da empresa que é a mais importante e a outra é a que vem das pessoas.
O que se pode compreender é que a motivação nas pessoas ocorre se elas querem se motivar, e alguns esforços que fazemos para levá-las a motivação costumam durar pouco e logo se esvai.
Uma empresa pode construir um ambiente de trabalho propício para que os funcionários se motivem ou se mantenham motivados.
As atitudes da empresa são:
compromisso com os objetivos de planejamento; A expectativa com o crescimento através do seu trabalho na empresa.
A forma de como o líder atua no dia-a-dia. Que ele se sinta recompensado por salário de acordo com suas necessidades
Adequação de sua atividade ao seu perfil individual.

CONCLUSÃO
Na verdade motivação é algo endógeno, ou seja, só o próprio indivíduo pode se motivar. A motivação vem de dentro para fora. Os líderes e treinamentos de motivação só tentem despertar algo dentro da pessoa que faça com que ela se motive. Por melhor que sejam esses líderes e esses treinamentos se a pessoa a ser motivada não quiser, não adianta.
Outro fato importante a ser destacado é que são tantos os fatores que interferem na motivação que, de indivíduo para indivíduo estes podem mudar. Por isso a dificuldade de motivar as pessoas de uma empresa como um todo.
O certo é que a pessoa que faz aquilo que gosta, tem reconhecimento e recompensa por isto, recompensa esta que viabilize suas necessidades; estará motivado sempre a executar seu trabalho e a executá-lo da melhor maneira possível.

CHEFE BONZINHO OU CHEFE NAZISTA

Que tipo de gerente é você?
Você é do tipo “democrático”, que consulta todo mundo, está em paz com todos, toma as decisões por consenso da maioria, ou é daqueles “durões” que manda e não quer qualquer questionamento contrário (o do tipo “nazista”)?
Bom, na minha opinião, se você é democrático ou “nazista”, é um chefe ineficaz!
Explicando:
O chefe bonzinho, democrático, é um chefe que agrada todo mundo, mas será que é produtivo, gerando as melhores competências de sua equipe? Se as decisões são geradas por consenso da maioria (e nem sempre a maioria está certa...), isto implica em delegação de responsabilidade de decidir! Ora, para que chefe, se não é para tomar decisões e assumir responsabilidades sobre elas?
O chefe “nazista” desmotivará rapidamente qualquer equipe – só quem já trabalhou para um destes (como eu!) sabe que é inútil dar-lhe sugestões e empenhar-se em inovações, se dele só partem ordens e mais ordens, sem nenhuma possibilidade de questionamento! (“cale a boca, aqui quem manda sou eu!).
Sinceramente, chefinhos bons e ruins não servem para dirigir equipes! Chefe não deve ser bom ou ruim, mas eficaz! E eficaz é aquele que motiva e aproveita o melhor de sua equipe, e não perde de vista objetivos da organização, como produtividade, lucratividade, eficiência. É aquele que tem foco nas pessoas, tendo em mente que as inovações são resultado de ações humanas, como empreendimento, criatividade, trabalho e busca incessante de melhorias.
Pare e pense: que tipo de chefe é você? Anda pressionando sua equipe, mas sem incentivá-la, treiná-la ou, pelo menos, gerar expectativas de inovações e mudanças? Ou é o tímido, que esconde suas falhas e deficiências com a delegação de suas próprias responsabilidades de decidir?
Eu prefiro o chefe que é líder, que amplia o horizonte de seus liderados com uma perspectiva de mudanças, sem perder sua autoridade e respeito, que sabe ouvir, sabe criticar (sem desmotivar), enfim, sabe que o ser humano (normal) não precisa de bajulações ou de puxões de orelhas, mas de desafios e motivação.

PONTOS FORTES E PONTOS FRACOS

PONTOS FORTES
Na Minha visão
Pontos Fortes são características ou recursos disponíveis pela instituição que facilitam o cumprimento de sua Missão, são as competências da instituição

- Instalações próprias e de fácil acesso
- Prédio com segurança no uso rotineiro
- Preocupação com a força de trabalho
- Gestão humanizada
- Pagar em dia os empregados e fornecedores
- Gestão participativa
- Busca constante pela inovação
- Busca constate de profissionais comprometidos com a instituição
- Saneamento financeiro
- Credibilidade junto a clientes e fornecedores
- Referência junto as demais instituições
- Projeto de  informatização integrada
- Flexibilidade para a inovação
- Projetos de Oferta crescente de serviços
- Receptividade ao trabalho voluntário
- Redução dos custos de aquisição de materiais
- Integração entre as Diretorias


PONTOS FRACOS
Minha visão
Pontos Fracos são características ou limitações de recursos que impedem ou dificultam o cumprimento de sua Missão. São as incompetências da instituição.


- Falta de planejamento institucional
- Excesso de corporativismo em determinadas áreas
- Operacionalização dos sistemas de informática
- Diferentes modelos de contratos de pessoal – Pessoal efetivo e contratado
- Relação entre os setores
- Falta de indicadores de desempenho
- Cumprimento de horário
- Áreas de recepção
- Dimensionamento de pessoal -
- Saúde do trabalhador
- Pouco preparo e pessoas capacitadas a elaborar projetos
- Cultura da acomodação de alguns setores em relação a qualificação profissional
- Falta de política de qualificação profissional.
- Poucos serviços em alta complexidade
- Deficiência de pessoal para ampliar serviços de alta complexidade
- Baixo controle dos materiais de consumo e permanente.
- Diversidade de contratos de trabalho
- Falta de gerenciamento dos serviços terceirizados – acompanhamento das atribuições
- Desarticulação entre os serviços
- Falta agilidade dos serviços
- Falta comunicação interna
- Falta de marketing
- Falta de política de educação permanente
- Falta de capacitação do corpo gerencial
- Falta de trabalho interdisciplinar
- Falta de servidores efetivos (técnico-administrativos, manutenção, limpeza e segurança)
- Estrutura deficiente para o plano de ação da instituição
- Desperdício
- Inexistência de manutenção preventiva
- Fatores que geram aumento do absenteísmo
- Falta de comprometimento de alguns profissionais
- Heterogeneidade no grau de motivação dos trabalhadores
- Falta de cobrança s/ o uso de materiais e procedimentos realizados (evasão de recursos)
- Morosidade na aquisição de materiais e contratação de serviços
- Dimensionamento de pessoal
- Falta de treinamento e supervisão para manusear equipamentos
- Falta de planejamento nos serviços
- Resistência à mudanças
- Vulnerabilidade dos sistemas de informática
- Falta de sintonia entre os serviços
- Falta de local para refeição e descanso
- Falta de ambiente para integração dos empregados.
- Falta de treinamento sobre o processo de gestão interna
- Política de segurança no trabalho